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Jimi Joe Dalton (Jimi Joe) - O mais velho
da prole. Reverendo James Dalton, como é conhecido, viu o pai Jerome
Dalton ser morto num tiroteio por disputa de terras. Quando a Guerra estourou,
uniu-se aos homens comandados pelo General Lee. Em meio à guerra decidiu
que tratava-se de uma batalha sem vencedores e optou pela luta familiar, conclamando
um por um dos irmãos para ajudá-lo. Ás da guitarra, voz
aveludado e exímio com as cartas, não admite ser chamado de trapaceiro,
mesmo quando isso é um fato notório. No bando, tornou-se mentor,
sempre de olho nos irmãos para que não se metam em encrencas.
Coisa fácil de acontecer, bastando abrirem os olhos para enfrentar seus
dias, tornando um carma pesado para James. Seus irmãos cresceram e a
capacidade de enfrentar suas encrencas sozinhos também. Com isto, Jimi
Joe Dalton decidiu seguir sua própria estrada musical explorando a sonoridade
feita nos guetos das cidades grandes. Quando os irmãos se metem em encrencas
maiores que possam suportar, convocam o irmão mais velho. Por onde passa,
Jimi Joe deixa grandes ensinamentos aos que procuram o louvor de uma boa música
e também os que procuram o modo trapaceiro de jogar cartas.
Alex
Birck Dalton (Alexandre Birck - Graforréia Xilarmônica)
- Um primo que apareceu no rancho dos Daltons portando um documento
que tinha todas as informações de onde veio e do que se alimentava.
Isso porque Alex tem problemas de memória. Ele pode muito bem estar falando
com um você e do nada lhe perguntar: "Quem é você?".
A falta de memória é tanta que certamente não lembraria
do que foi servido no café da manhã. A única coisa que
lembra de sua vida é de ter aprendido a batucar em um condado que, é
claro, não lembra onde fica. Com a saída temporária de
Pancho ele decidiu integrar o bando para assaltos em saloons do Velho Sul. Devido
a sua falta de memória, Alex saiu dos Daltons dizendo que não
conhece essas pessoas e é loucura de quem diz que algun dia ele fez parte
do bando. Saiu pelas estradas para conhecer o mundo que ainda não conhece,
para logo depois esquecê-lo. Foi quando William escreveu a Pancho para
retornar ao rancho e fazer parte dos ataques novamente. Uma integração
que não durou por muito tempo.
Old
Man River (Renato Velho - Trem27) - Old Man River,
é nome que esse primo Dalton ganhou dos índios Sioux que passavam
pelo rio e avistavam aquela pequena figura tocando seu banjo na beirada. Os
índios tinham o costume de parar suas canoas para deixar uísque
falsificado para a alegria desse beberrão. Old Dalton é filho
de um irmão de Jerome chamado Jesse, morto de tanto beber uísque.
Herança maldita deixada para Old diluir na sua vida. Criado nas montanhas
de Santa Mônica, onde aprendeu seu instrumento com caipiras, Old sonhava
em conquistar os saloons do velho oeste tocando seu banjo. Sonho esse, que foi
apressada por um rancheiro “sangue no olho” que lhe prometeu de
morte por se meter com sua filha. Old se viu obrigado a descer das montanhas
e pegar estrada rumo a Tombstone. Cidadela com os saloons mais efervescente
da época. Como não conseguia ficar longe de confusão, a
maior de sua vida foi encontrar seus primos Daltons, surgidos do nada para tocar
no saloon onde ele fazia residência como músico. Sua mania de colocar
as patas sujas em mulheres, principalmente as que o dono está sempre
na espreita, lhe rendeu uma bela surra de capangas a mando de um velho, dono
da metade do condado e claro... da moça. Só não foi pior
porque seus primos pularam a tempo de dividir a surra com o coitado. O velho
gritava que queria o couro de Old para esticar no seu próprio banjo e
colocar como troféu em sua casa. Mas não sairia tão barato
assim! O Bando colocou-os pra correr do saloon. Só não saiu barato
para Old que acabou quebrando seu banjo ao tentar diminuir a surra que levava.
Depois dessa confusão típica de Old Man e de Daltons, Old montou
um banjo a facão para rodar a América em busca de seu trocado
de cada dia. Volta e meia, se junta com os Daltons para assaltos em palcos de
saloons por aonde sua fama de mulherengo e bebedor de uísque barato ainda
não chegou.
Pancho Rodriguez Dalton (Rodrigo Chagas) - Criou-se aos cuidados
de sua mãe. Uma mulher com dons místicos e que sustentava seu
único filho lendo o futuro aos interessadas. Ela lhe mostrava fotos de
seu pai e irmãos e dizia que o futuro reservava o encontro dele com os
irmãos, mas em circunstâncias bem complicadas. Seu interesse pela
música veio ao escutar caravanas de negros que por ali passavam tocando
um estilo de música próprio de seus ancestrais. Em dias difíceis,
Pancho conseguiu emprego como baterista em uma espelunca freqüentada por
pistoleiros e contrabandistas. Numa noite em que tocava nesse local, lembrou
das palavras de sua mãe ao reconheceu Jimi Joe Dalton. Jimi se enfiou
em confusão com capangas do dono do lugar ao meter mão com a sua
mulher. Pancho saiu da bateria para ajudar o irmão. Não podendo
suportar tantas garrafas voando e chuva de balas, tiveram que sair correndo
do pardieiro. Sem emprego, mas contente por reencontrar seu irmão, Pancho
partiu com Jimi para conhecer o resto da prole Dalton e juntar-se ao bando.
Permaneceu por um bom tempo com os irmãos até que um dia foi em
busca aventuras e partiu para aquietar seu espírito. Alex entrou em seu
lugar, mas não por muito tempo. William mandou uma carta dizendo que
Alex havia perdido a memória a ponto de dizer que jamais integrou o bando.
Com o chamado do irmão e agora comandante do Bando, Pancho retornou ficando
por três anos. De tantas brigas que armava nos saloons por onde o Bando
tocava, os irmãos decidiram lhe dar um corridão. Hoje, Pancho
vive as custas de aventuras.
Daniel
Daltons (Daniel Mossman - Acústicos & Valvulados/Pata de Elefante)
- muito cedo foi separado dos irmãos devido às
confusas disputas de terra eternizadas pelos seus irmãos mais velhos.
Com isto, foi mandado para o sul do Canadá, para a casa de uma tia muito
religiosa chamada Laurie. Daniel foi influenciado por sua tia a seguir os ensinamentos
de Cristo e tornar-se coordenador do grupo musical da igreja. Daniel levou tão
a sério a religiosidade que transformou-se em uma espécie de INRI.
Dizia que era a encarnação de Jesus Cristo e que veio para salvar
as almas perdidas, como as de seus irmãos. Deixou o cabelo e barba crescer
e saiu pelo mundo a pregar a palavra que agora ele dizia ser sua. A caminho
de uma de suas pregações leu em um pasquim a notícia de
que James Dalton, seu irmão patriarca, estava querendo deixar seus irmãos
para seguir seus caminhos musicais. Sabendo disso, imediatamente arrumou suas
coisas e saiu dizendo que era sua grande chance de salvar as almas dos Daltons
do inferno. Daniel foi muito bem recebido pelos irmãos no bando, mas
os irmãos acharam melhor não contrariar a história de ser
a encarnação de Cristo. Por esses tempos, Daniel montou seu bando
junto a Gabriel para assaltarem os saloons pelo mundo a fora.
Paul
Dalton (Paulo Zanol) - O mais um integrante da enorme prole gerada
a partir do velho Jerome Dalton que se desgarrou pelo mundo. Prudentemente afastado
dos irmãos mais velhos para evitar que o tradicional sangue ruim da família
encurtasse sua passagem pela terra, Paul acabou se criando na sofisticada Boston,
na costa Leste, perto da maravilhosa Nova York. Foi em Boston que Paul acabou
entrando para a histórica Escola de Medicina de Harvard, que abandonaria
após quatro anos de curso, trocando o bisturi pela guitarra e por noitadas
de blues na Big Apple, graças a um velho bluesman que lhe ensinara a
arte das seis cordas e da escolha do melhor whisky, enquanto estudava um pouco
de canto orfeônico. A experiência em Harvard ainda vale, no entanto,
nem que seja para curar eventuais ferimentos dos irmãos quando se metem
em escaramuças pelos saloons ou mesmo para providenciar uma receita rápida
anti-ressaca de bourbon. Hoje em dia, Paul se encontra na Itália aperfeiçoando
sua musicalidade e engordando de tanto comer pizza. Seu lugar no bando foi ocupado
por um Dalton havaiano, Big Phil Dalton.
Grett
Dalton (Vilson Picco) - Mais um fruto de uma das aventuras do velho
Jerome, Grett é meio índio e meio cara-pálida. Resultado
da união do velho com uma índia da tribo Cherokee. Desgarrou-se
do bando na adolescência para aprender a cultura e costumes do povo indígena.
Mais tarde, já adulto, foi encontrado pelos irmãos caído
na porta de um saloon. Achando que Grett tinha sido espancado, vítima
de preconceitos, Os Daltons quebraram todo o saloon. Descobriram depois, porém,
que Greet não tinha apanhado de ninguém, mas estava apenas curando
mais um de seus porres fenomenais durante uma “siesta”. Grett sempre
negou a bebedeira, embora afirme também que não se lembra muito
bem das coisas que aconteceram naquele dia. Sua saída do Bando se deu
quando foi capturado por integrantes de sua tribo que vieram buscá-lo
para que se casasse com uma índia que lhe era prometida. Hoje, Greet
Dalton tem uma fabriqueta de fundo de quintal onde tenta imitar os bons uisques
e bourbons.
Gabriel
Dalton (Gabriel Guedes - Garotos da Rua/Pata de Elefante) - É
mais um dos muitos filhos do velho Jerome que se espalharam pelo mundo depois
da morte do patriarca. Nos difíceis tempos modernos, Gabriel, canhoto
como o irmão mais velho Jimi Joe, precisou se virar para sobreviver.
Seu último emprego foi como dublê em cenas de ação
para aquele gorducho do seriado Bonanza. Cansado de tanto tomar tombo de cavalo
e coice de mula no lugar do gordo origiinal, que ganha uma nota preta enquanto
ele só levava uns trocados para tomar um bourbon no final do dia e anestesiar
as costelas quebradas, Gabriel resolveu tirar a poeira de suas mortais guitarras
canhotas e voltou ao bando. A vaga de dublê do gorducho de Bonanza, no
entanto, não vai ficar vazia. Já foi ocupada por outro Dalton
desgarrado, o caçula Chris que depois de vencer inúmeros festivais
de tomadores de chope bateu na marca recorde dos 105 quilos. Depois de muita
dificuldade, conseguiu voltar ao seus quilos normais. Quanto a Gabriel, juntou-se
a Daniel para fazerem assaltos em saloons.
Mark
McCoy (Márcio Petracco - Trem27/Cowboys Espirituais/TNT) - Primo
dos Daltons criado nas montanhas, sempre sonhando com as músicas tocadas
no Delta do Mississipi. Sua família não tinha condições
de lhe dar os instrumentos dos seus sonhos e viu-se obrigado a criar seus próprios
instrumentos musicais. O tempo passou e Mark partiu das montanhas para buscar
os macetes no Delta. Já no Mississipi, conheceu vários negros
que tocavam o lamento de suas vidas dura nos campos de algodão em cima
de uma melodia muito estranha e ao mesmo tempo atraente. Mark misturou essa
essência com outros estilos para disfarce, já que foi considerado
bruxo pela Ku Kux Klan que dizia que o rapaz fazia música de Voodoo.
Um dessas misturas era o Bluegless (que originou o Country), mas não
adiantou muito. Se meteu em várias brigas e tiroteios até que
em uma delas foi salvo por um bando que é atraído por encrencas,
seus primos "Daltons". Todos eles foram corridos a balas e seguiram
sua estrada tocando em saloons de toda a parte. Mark McCoy foi convidado pelo
seu primo Julius Dalton para integrar-se ao seu novo bando que tinha juntado
depois de suas aventuras no cinema. McCoy seguiu estrada mais comportada com
Julius, se livrando das encrencas dos primos Dalton e dando lugar ao Dr.Paul
Dalton.
Chris
Dalton (Cristiano Varisco) - O caçula dos Daltons foi seqüestrado
por índios mexicanos aos quatro anos. Foi salvo da morte pelo grande
feiticeiro Tacumayeri, que criou Chris e iniciou-o nas experiências com
peiote, um cactus que produz a mescalina, que é o LSD em estado natural.
Chris Dalton costumava cavalgar pela fronteira, tocando estranhas melodias em
um instrumento rudimentar que herdou de Tacumayeri. O mais veloz dos irmãos
Dalton, Chris é capaz de encantar o público com a enxurrada de
notas que arranca de sua guitarra. Numa certa manhã, saiu do acampamento
onde o bando se encontrava sem dar explicações. Meses depois os
irmãos ficaram sabendo que ele foi ao encontro de Tacumayeri, que lhe
chamava no momento de sua morte. Depois disso, os irmãos viram uma foto
de Chris num jornal e a notícia de que ele havia sido capturado pela
polícia do Texas devido a um assalto a uma loja de guitarras. Hoje toca
em igrejas para se sustentar e fugir da agitada vida Dalton.
Patric
Dalton (Marcelo Gross - Cachorro Grande) - Conhecido como Pat Scarecrow,
vivia nas montanhas e o que mais gostava de fazer era espantar corvos dos milharal
do rancho de seus pais. Nas folgas, gostava de bater nas pedras e madeiras dos
chiqueiros com duas varetas tentando tirar ritmos enquanto assoviava com os
pássaros. Isso até o dia em que o bando dos Daltons resolveu lhe
buscar para integrar-se ao bando no lugar de Rufus. Pat achou uma boa idéia
mas fez exigências ao bando. Teriam que levar junto sua porquinha, a Cheirosa.
Os primos acharam estranho o fato de a porquinho seguir Pat onde ele ia, mas
não sabiam que o apego era tanto. Tentaram a muito custo tirar da cabeça
de Pat essa idéia e finalmente conseguiram. Pegaram a estrada e fizeram
várias apresentações, Pat parecia estar gostando. Até
que um certo dia se queixou para James que estava difícil viver sem sua
porquinha e os primos não entenderam nada novamente e mesmo assim o bando
tirou uns dias para acalmar a saudade do primo de sua casa... mas não
era bem de casa que ele estava com saudades, e sim da Cheirosa. Foi o erro dos
Daltons: Pat ficou nas montanhas e não quis mais saber da estrada sem
a sua porquinha. Grett Dalton, o irmão indígena, foi que assumiu
as baquetas depois disso. Passou-se anos e o Bando descobriu que Pat estava
novamente na estrada, desta vez com fama e fortuna. Quanto a porquinha Cheirosa,
se recusa a dar notícias. Pat se tornou um grande astro do rock. Hoje
percorre o mundo e, graças a God, está onde queria e merece estar.
Rufus
Daniels (Carlos Magno) - O pastor que foi roubado e quase morto por
William Dalton voltou pra se vingar. Daniels ajudou William a roubar os donativos
da caixinha da Igreja e ainda se fez de morto para ganhar botas novas. Quando
o baterista original dos Daltons, o bastardo e debilóide Rodriguez Morricone
foi para o Canadá em busca do pai, Daniels aproveitou para integrar-se
ao bando. Rufus voltou pra banda para cobrar sua parte dos donativos e William
disse que ele não tinha direito a nada até porque diz o ditado:
“Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão.”
Mesmo assim William aceitou pagar em doses de Jack Daniels, seu bourbon preferido.
Rufus acusou cansaço e disse estar velho para seguir estrada com Os Daltons.
Preferiu voltar a pregar a palavra de Deus e fazer suas tramóias na Igreja
pra passar a perna nos crentes, além de falcificar seu bourbon favorito
e que leva seu nome. Rufus Daniels já avisou William para não
passar nem perto de sua igreja que a bala come.
Julius
Dalton (Julio Reni - Cowboys Espirituais) - O segundo da família.
Mandado para um reformatório em Boston, Julius fugiu e acabou (não
se sabe bem como) freqüentando escolas de Direito em Nova York. Mas seu
estágio prático, sem dúvida, aconteceu nas ruas da Big
Apple, onde aprendeu variados truques e sacanagens. Estava a ponto de passar
alguns anos na cadeia por se meter em negociatas sórdidas em Nova Jersey
quando resolveu atender ao chamado de Jimi para integrar-se ao bando. Criava
incomparáveis camas Harmônicas com suas guitarras, colaborava nos
vocais e utilizava todo a malandragem aprendida nas ruas de Nova York para coordenar
os arranjos do bando. Saiu da banda para tornar-se galã de cinema, mas
foi preso devido ao tráfico de drogas que praticava nos estúdios.
Foi levado para Alcatraz e desde que o presídio foi desativado não
se teve mais notícias dele. Há boatos que dizem que Julius se
endireitou casando-se e está na estrada para pagar as contas da sua família,
mas não se tem certeza de nada. Os irmãos colocaram uma recompensa
para quem der uma notícia verdadeira sobre seu paradeiro.
Rodriguez
Morricone (Sérgio Bolada) - O idiota da família, filho
bastardo de uma índia de Guanajato com um mercador italiano que acabou
se estabelecendo no Canadá sem sequer saber da gravidez. Rodriguez foi
abandonado pela mãe em um chiqueiro da fazenda dos Dalton e foi adotado
pela família. Cresceu em uma espécie de galpão, situado
nos fundos da casa principal, mistura de galinheiro com depósito de feno.
Batucando nas madeiras do galpão, conseguiu desenvolver razoáveis
noções de ritmo, embora seja carente de neurônios. E mesmo
que só saiba um tipo de batida, o rudimentar 4/4, quando entrava no palco
sempre perguntava, com os olhos esbugalhados: “Como assim a mesma batida
de sempre?” Um dia, resolveu ir atrás do pai, um muambeiro siciliando
que fora visto pela última vez no Canadá.